domingo, 17 de abril de 2016

Das referências a concepção da imagem.

Na fotografia é muito comum falarmos de nossas referências, sejam imagens ou fotógrafos que admiramos, não é diferente no estudo da fotografia, quando vamos realizar uma imagem sempre buscamos imagens para ter um norte, um ponto de partida, mas muitas vezes essa imagem se torna o modelo do que vamos fazer e assim criamos uma reprodução da imagem inicial.

O que pretendo abordar nesse texto são formas de olharmos referências e em cima delas criarmos imagens novas, trazendo assim originalidade ao nosso trabalho.

Pro artigo se tornar mais dinâmico vou utilizar um exemplo, como realizar uma imagem de um café da tarde na fazenda.

Num primeiro momento buscaríamos imagens de café da tarde na fazenda, guardaríamos as imagens que fossem melhores ao nosso gosto. Até esse ponto nada de errado, o problema começa quando esse é o único passo dado, após essa busca inicial é importante ler essas imagens de forma mais fragmentada. Mas como faço isso?

Um fotografo deve ler a imagens procurando compreender os seus vários aspectos técnicos.

– Angulo da câmera
– Profundidade de campo
– direção, intensidade, natureza e cor da luz.

Os vários aspectos da produção tipo de utensílios, e posicionamento dos mesmos entender o que o fotografo quis passar através da imagem, quando realizamos esse tipo de exercício fica mais fácil criar sua própria imagem.

Você pode utilizar o ângulo de câmera de uma referência, a luz de outra, notar a produção de várias imagens mesclar e criar a sua própria produção.

Veja bem você continua seguindo as referências, mas começa a criar uma imagem sua, você começa a criar seu repertorio em cima do conjunto de imagens que você pesquisou.

Para um fotografo, as referências são fundamentais, mas criar sua cultura imagética é ainda mais primordial.