Na fotografia é
muito comum falarmos de nossas referências, sejam imagens ou
fotógrafos que admiramos, não é diferente no estudo da fotografia,
quando vamos realizar uma imagem sempre buscamos imagens para ter um
norte, um ponto de partida, mas muitas vezes essa imagem se torna o
modelo do que vamos fazer e assim criamos uma reprodução da imagem
inicial.
O que pretendo
abordar nesse texto são formas de olharmos referências e em cima
delas criarmos imagens novas, trazendo assim originalidade ao nosso
trabalho.
Pro artigo se tornar
mais dinâmico vou utilizar um exemplo, como realizar uma imagem de
um café da tarde na fazenda.
Num primeiro momento
buscaríamos imagens de café da tarde na fazenda, guardaríamos as
imagens que fossem melhores ao nosso gosto. Até esse ponto nada de
errado, o problema começa quando esse é o único passo dado, após
essa busca inicial é importante ler essas imagens de forma mais
fragmentada. Mas como faço isso?
Um fotografo deve
ler a imagens procurando compreender os seus vários aspectos
técnicos.
– Angulo da
câmera
– Profundidade de
campo
– direção,
intensidade, natureza e cor da luz.
Os vários aspectos
da produção tipo de utensílios, e posicionamento dos mesmos
entender o que o fotografo quis passar através da imagem, quando
realizamos esse tipo de exercício fica mais fácil criar sua própria
imagem.
Você pode utilizar
o ângulo de câmera de uma referência, a luz de outra, notar a
produção de várias imagens mesclar e criar a sua própria
produção.
Veja bem você
continua seguindo as referências, mas começa a criar uma imagem
sua, você começa a criar seu repertorio em cima do conjunto de
imagens que você pesquisou.
Para um fotografo,
as referências são fundamentais, mas criar sua cultura imagética é
ainda mais primordial.